Em Vitória fomos muito bem recebidos pelo Glauber, Urubu e o pessoal do Iate Clube que nos prestou uma excelente hospitalidade e nos ofereceu também sua acessória de imprensa. Fizemos reportagens para o Bom Dia Espírito Santo e Globo esporte local. Também fomos capa do principal jornal do estado, A Gazeta.
No dia 23 de novembro, após dormirmos em Vila Velha na pousada do Urubu, ele nos levou para um passeio turístico por Vila Velha. Conhecemos o Morro dos Conventos que tem uma vista espetacular tanto para Vitória quanto para Vila Velha.
Nos outros dias dormirmos no sótão da loja do Glauber dentro do Iate Clube que para quem não tem carro fica em uma região muito bem localizada, conhecida como Triangulo das Bermudas.
Saímos de dentro da baia de Vitória no contra vento fraco e cruzamos por diversos navios que aguardam a entrada tanto no porto de Vitória quanto no de Tubarão o que deixou o velejo um tanto tenso. Depois de muitas horas de orça paramos em Bicanga município da Serra, que já foi considerado um dos lugares mais perigosos do mundo.
Bicanga foi um lugar que nos marcou muito. São poucos os momentos que conseguimos fazer amizades tão rapidamente como fizemos lá. A família do Robson, dono da pousada onde ficamos, nos “adotou” e ficamos tão apegados a seus filhos Breno, 12 e Felipe, 10 que assim que chegamos na próxima cidade eles pegaram o carro e foram nos visitar.
Pessoas incríveis, cheias de estórias como Paulinho vulgo Pato Rouco dono de uma casa de mulheres, e trabalha com isso desde os 14 anos, Dedel, um policial que já passou por situações incríveis. Conhecemos também o Donizete, Miúda, um baixinho de 2,17 metros.
De Bicanga fomos de contra vento muito forte até Jacareípe com uma parada em Manguinhos, onde conhecemos o pessoal que veleja de Kite na região. Lá nos informamos com eles a respeito dos corais que são muito constantes nesse trecho.
Chegamos em Jacareípe em um Domingo muito movimentado, cansados como estávamos depois de uma caminhada no calçadão, nosso corpo se entregou a cama para uma noite de sono profundo.
Saímos de Jacareípe e fomos para Barra do Riacho um lugar que já tínhamos parado de barco em outros anos. É onde funciona o porto da Aracruz. Um trecho onde vimos muitas tartarugas apesar da água escura, meio barrenta.
Até Pontal do Ipiranga pegamos um bom vento maral e passamos por Rio Doce, muito mais tranqüilamente do que nossas experiência passadas em veleiro. A praia é muito extensa e com muitas casas fechadas de veraneio.
De lá fomos para Conceição da Barra um local com bons hotéis e pousadas. Uma cidade espalhada onde do centrinho há nossa pousada percorríamos uma boa caminhada. Esse trecho da costa do Brasil é bem deserto e por muitas vezes sentíamos que estávamos por nossa própria conta, cruzando quilômetros desertos de pessoas, mas repleto de beleza.
Por:
Flavio Jardim
Data: 27/01/05 |