Arquivos de fevereiro, 2009

 

Travessia da República Dominicana ao Panamá

25 fevereiro, 2009



 



Quando a semana de carnaval começou no Brasil, eu e o Flavio - já que nossas mulheres se despediram de nós e retornaram ao Brasil - nos lançamos ao mar para uma travessia de 1.200 km entre a República Dominicana e o Panamá.

Essa é uma travessia considerada bem dura nesta época do ano (inverno), devido aos fortes ventos e ondas grandes.

Preventivamente nos preparamos como se fôssemos enfrentar uma verdadeira tempestade. Amarramos duplamente tudo abordo. Fizemos e cumprimos um extenso check-list e finalmente checamos diversos sites de previsão do tempo.

Partimos no final da tarde do dia 18 de fevereiro. O vento logo se mostrou forte, mas o mar ainda era reduzido pela enorme ilha da República Dominicana e Haiti.

No segundo dia tivemos um enorme susto! Nosso piloto automático pifou… Um arrepio percorreu nossa espinha. Timonear somente em duas pessoas por 4 ou cinco dias seria algo muito duro e cansativo. A cada 3 horas um de nós deveria sempre estar no leme.

Olhamos nossa carta náutica e percebemos que não tínhamos muitas opções. A costa da Colômbia ainda estava muito distante e o Haiti não ofereceria suporte para consertarmos o piloto.

Rezamos e reunimos nossos poucos conhecimentos em eletrônica para mexermos no aparelho. Desmontei-o e quando retirei uma das partes (o clutch - um imã em forma de disco que ajuda a manter o rumo do barco) o piloto voltou a funcionar. O Clutch havia estragado. Gratos mais a reza do que aos conhecimentos em eletrônica, podíamos contar novamente com o piloto, que com o Clutch desconectado estava funcionando razoavelmente bem.

Foi somente no terceiro dia que o mar e o vento realmente surgiram mostrando sua força. As rajadas chegavam a 40 nós e algumas ondas deviam ter, sob uma avaliação não muito precisa, uns 7 metros. Pareciam pequenas montanhas. Algumas quebravam com força. Uma quebrou exatamente em nós, alagando nosso cock-pit.

O Itusca se mostrou bem marinheiro e surfou as ondas muito bem, alcançando até 16 nós. A noite era mais difícil porque não conseguíamos enxergar as ondas que quebravam e em algumas ocasiões nos atravessamos de lado, mas não sentimos um risco real de capotar.

Chegamos ao Panamá felizes, confiantes e cansados. Ganhamos ainda mais confiança em nós e no barco também.

Agora estamos no Panamá, nos preparando para cruzar o canal rumo ao Pacífico.

 

Materia www.surferworld.it

25 fevereiro, 2009



 



Recebemos o Tri-Campeão Mundial de Windsurf, Kauli Seadi, nas Ilhas Virgens Britanicas.

Rolou velejo e onda e o resultado saiu no http://www.surferworld.it/en/index.php?option=com_content&task=view&id=1253&Itemid=50

Confira..

 

ONIXSAT- Viagem via satélite

12 fevereiro, 2009



 



Para todos que estão acompanhando a viagem, e vivendo com a gente essa aventura. Já esta funcionando o rastreamento via satélite da ONIXSAT, é só clicar no link na pagina principal (home).

Quando estamos em travessia você pode acompanhar nossa velocidade, rumo, longitude a latitude, assim como ver nosso histórico de percurso.

Vale a pena conferir.

Se clicar no ícone “satélite” você pode conferir fotos do Google Earth do local onde estamos.

 

República Dominicana - um início promissor

11 fevereiro, 2009



 



De Mona seguimos para a República Dominicana. Mais uma vez sem saber ao certo o que encontraríamos.

Fizemos nossa primeira parada numa ilha na esquina sudeste da Rep. Dominicana, uma ilha chamada Saona. Saona é linda. Diferente de Mona, a ilha é plana. Milhares de coqueiros e alguns restaurantes que recebem turistas que chegam de barco todos os dias da ilha principal.

O povo, pelo que pudemos perceber parece alegre e amistoso.

No meio da tarde rumamos para uma marina num complexo de luxo na República Dominicana chamado Casa de Campo.

É sem sombras de dúvida o complexo mais incrível que já vimos. Cem quilômetros de estradas asfaltadas, 1500 casa de alto luxo, marina, cinemas, 81 buracos de golf, hotel, etc…

Agora iremos rumar para conhecer a verdadeira República Dominicana.

 

Ilha de Mona, o paraiso secreto.

11 fevereiro, 2009



 



Partimos de Porto Rico trazendo conosco excelentes lembranças e a certeza de um dia retornarmos.

Nosso próximo destino era uma ilha que jamais havíamos ouvido falar e que estava fora de nossos planos iniciais. Mas como recebemos ótimas recomedações de nosso amigo Brian em Porto Rico, rumamos para lá.

Como nosso estoque de proteina estava relativamente baixo abordo, soltamos as linhas de pesca na água. Três horas se passaram até que algo grande fez nossa carretilha assobiar.

Flavio começou a recolher linha com cautela, muitas vezes tendo que libera-la para não perder o peixe. Foi uma batalha de vários minutos e o peixe só se revelou a poucos metros do barco. Era um peixe de bico, que nossa “leiguisse” não permitiu identificar. Um grande peixe para nós, irá nos alimentar por vários dias.

Avistamos Mona a distância. Uma ilha cercada de enormes penhascos e só habitada por alguns poucos guardas florestais.

Contornamos a costa sul e encontramos abrigo no oeste da ilha, numa parte onde o relevo é mais ameno. As ondas estavam altas e nosso ancoradouro balançava bastante. Obviamente éramos o único barco.

Saimos para explorar a ilha com uma alegria difícil de conter. O lugar é mágico. Vimos diversos coqueiros e quando nos aproximamos para pegar alguns cocos, vimos que ao redor de cada árvore tinham muitas folhas e cocos secos acumulados. Um simples indício de quão remoto e preservado é o local.

No final de tarde pegamos nossa prancha de Stand-up paddle e fomos surfar. Estava realmente muito bom e acreditamos seriamente que fomos os primeiros a surfar este local.  Por isso vamos nos arriscar a dar um nome para o local: Monalisa, a onda lisa de Mona… hahahah.

 

Diário de Bordo - Guadalupe as Ilhas Virgens

05 fevereiro, 2009



 



O peixe-rei

O barco sacudiu e nós também quando enfrentamos um vento forte e ondas contra no canal entre Dominica e Guadalupe. Como não tínhamos visto para Guadalupe, nos aproximamos de terra para contemplar a paisagem. Guadalupe no passado era chamada de Satanases, pois além dos dois vulcões ativos, a tribo que habitava a região – os Caribs – era extremamente territorialista e praticavam canibalismo também.
O desejo de conhecer o local foi amenizado por outro evento. Nossa carretilha começou a zunir e detectamos que algum peixe de porte grande havia mordido nossa lula artificial.
Era uma batalha dura e cada vez que o peixe parava de nadar por um momento, nós recolhíamos linha. Quando o peixe decidia nadar com força, éramos obrigados a liberar linha novamente, com medo de ela estourar. Foi somente quando o peixe estava a poucos metros do barco que finalmente conseguimos vê-lo. Era azul marinho e refletia a luz do sol. A briga, no entanto ficou ainda mais intensa. Enquanto eu (Diogo) recolhia a linha na carretilha, ouvimos um estalo alto. A carretilha havia quebrado. Sem perder tempo comecei a puxar a linha com a mão e Flavio pegou nosso arpão e passou para o Morongo. Recolhi mais linha e trouxe o peixe para bem próximo do barco. Morongo apontou o arpão e disparou. No mesmo instante a linha rompeu, mas o tiro foi certeiro.
Puxamos o peixe para dentro do barco. Era um King-Fish (peixe-rei) e merecia o nome. Pesando perto de 20 kg, esse belo peixe nos alimentaria por seis dias.
Chegamos à Antigua durante a noite e ficamos impressionados com o tamanho dos iates. Os mastros dos maiores eram tão altos que pareciam enormes antenas.
Diferente das outras ilhas que conhecemos no Caribe, Antigua é uma ilha muito mais habitável, pois suas montanhas são menos íngremes. A costa é muito recortada e a água incrivelmente clara. Alugamos um carro e fomos conhecer a ilha. O passeio valeu a pena.
Como nômades, seguimos em frente. St. Maarten é uma ilha Duty Free. Saímos as compras e deixamos o Itusca ainda mais equipado. A aquisição mais importante foi um filtro de água, para não precisarmos mais comprar água para beber, assim podemos usar nossos 800 litros do tanque e mais a água produzida por nosso dessalinizador. Outra compra simples, mas importante foram as lâmpadas de LED para nossas luzes de navegação. Elas são muito mais econômicas que as convencionais. Economia de energia no veleiro é fundamental.
Nosso amigo Bernardo desembarcou em St. Maarten e nós velejamos para as Ilhas Virgens, mais especificamente para Virgem Gorda. Ali recebemos nosso amigo e campeão mundial de windsurf Kauli Seadi e sua namorada Manu. Ficamos com lotação completa. Oito pessoas a bordo – eu (Diogo), minha esposa Mailyn, Flavio e sua namorada Daniela, Morongo e Marisa e nossos novos convidados.
A ilha é especialmente bonita e a água é muito clara. Navegamos para a parte norte e ancoramos numa espécie de lagoa.
Kauli é uma pessoa superativa e trouxe informação de que na ilha de Anegada encontraríamos ondas. Desde que colocou os pés no barco, ele ficou nos incomodando para que fossemos para Anegada.
Anegada é a ilha mais ao norte da Ilhas Virgens. Diferente de tudo que encontramos até então, é uma ilha completamente plana, com o pico mais alto menor do que dez metros. A ilha fica protegida por uma larga barreira de coral que já produziu mais de 300 naufrágios.
Aproximamos-nos com cautela de ponta noroeste e notamos que as ondas, apesar de não estarem muito grandes, quebravam sobre a bancada. O vento soprava forte e decidimos montar os equipamentos de windsurf. Foi muito divertido e especialmente porque pudemos ver as manobras incríveis do Kauli.
À tarde Kauli mergulhou nos arrecifes em frente ao barco e pegou uma belíssima lagosta, que foi imediatamente devorada por todos nós.
O dia seguinte amanheceu com vento fraco e boas ondas. Pegamos nossas pranchas de stand-up paddle e fomos surfar. Mais um dia de muita diversão. Esse espírito de viajar de veleiro, velejar de wind, kite, surfar, mergulhar e descobrir novos locais é que faz valer a pena todos os 8 anos dedicados no planejamento de nossa volta ao mundo.

 

Momentos de Trinidad a Sta. Lucia

05 fevereiro, 2009



 




Destino Azul Momento from Diogo Guerreiro on Vimeo.a>.”>Momentos 1

 

Porto Rico

04 fevereiro, 2009



 



Chegamos a Porto Rico sem saber muito o que esperar, mas logo nos primeiros momentos, vendo a cidade murada na entrada da grande baia em San Juan, descobrimos que seria sem dúvidas um local especial.

Havia algum tempo que não passeávamos num shopping center de verdade. As mulheres especialmente adoraram.

A cidade antiga de San Juan é muito organizada e bonita. Fomos algumas vezes passear por lá.

O povo é muito amigavel e nos sentimos bem vindos ao país. Alugamos um carro e fizemos uma volta pela grande ilha, descobrindo ainda mais lugares incríveis.

Morongo e Marisa voltaram ao Brasil e agora seguimos em frente somente eu (Diogo), Mailyn, Flavio e Daniela. Ancoramos em Rincon na parte oeste da ilha. É aqui que rolam as ondas de Porto Rico. Diferente dos locais que passamos pelo caribe, aqui somos o único veleiro de fora ancorado.

A baia é muito bonita e as ondas quebram a poucos metros do barco, entretanto é seguro para ancorar.

Surfamos ondas excelentes, como há muito tempo não surfávamos. Aqui estamos tendo a verdadeira sensação que por tanto tempo sonhamos.

Dia 6 de fevereiro está previsto um outro swell, este ainda maior. Só nos resta aguardar.

Acompanhe mais fotos na seção Imagens do site.