Arquivos de maio, 2009
Tuamotus
31 maio, 2009
Partimos finalmente das Marquesas, após 20 dias muito agradáveis. Fizemos caminhadas com visuais incríveis, pescamos e nadamos com tubarões, pegamos diversas frutas deliciosas direto do pé e presenciamos uma grande competição de canoagem envolvendo remadores de todas as ilhas das Marquesas.
Após 4 dias com ventos fortes e mar agitado chegamos à Tuamotus, um arquipélago formado unicamente por atóis. O ponto mais alto é cerca de 2 metros acima do nível do mar.
Os atóis de Tuamotus são parcamente habitados, muito bonitos, mas perigosos para se navegar. Os passes, como são chamadas as falhas no anel de coral que da acesso a enorme laguna interior, são repletas de corais e têm uma correnteza muito forte. Mas nada que um bom planejamento e muita atenção não façam desta uma etapa muito especial.
Destino Azul no paraíso
18 maio, 2009
As Marquesas são o paraíso e isto parece mesmo clichê. O que fazer, ou como nos expressar de outra forma para fazer jus ao que estamos vivendo? Fora a belaza natural, estontente e a cada nova baia parecendo ainda surpreendentemente mais bela, nos deparamos também com algo formidável: a abundância de frutas, peixes e goiás. Toda vez que desembarcamos encontramos mangas, mamão, limão, joão bolão (babaçu), banana e a nossa preferida, que nunca havíamos visto ou experimentado antes: a plumbona, uma espécie de laranja gigante muito deliciosa.
Numa outra enseada, em Nuku Hiva, além de colhermos como de costume as frutas, descobrimos alguns siris ou goiás de mangue enormes. Colocamos luvas e botinhas e fomos a caça. Foi muito divertido e pegamos várias garras (já que ele sobrevive com uma só enquanto a outra não cresce novamente) e 6 inteiros. Fizemos um jantar inesquecível e ainda temos carne de garra para mais uma refeição.
Estamos aproveitando todos os momentos…
Veja mais fotos na sessão “Imagens” do site.
Rumo a Polinésia
09 maio, 2009
Galapagos – Marquesas (Hiva Oa)
Há 8 anos que programamos essa viagem, e há 8 anos que imaginávamos e sonhávamos com duas etapas que acabamos de vencer.
Quando se pensa em dar a volta ao mundo, logo vem à cabeça as paradisíacas ilhas da Polinésia Francesa, porém antes delas existe a maior travessia sem ver terra da viagem. De Galapagos às Marquesas que acreditávamos fazer em no mínimo 20 dias as 3.000 mil milhas náuticas. Restritos somente ao barco, sem ter como desistir, sem outro rumo se não o oeste, rumo ao sol poente, rumo a Polinésia.
As condições do tempo e mar foram perfeitas, sempre com vento a favor, nunca forte o suficiente para nos incomodar, mas excelentes para nos levar direto ao nosso destino. O Itusca se comportou maravilhosamente bem, nos oferecendo tempo suficiente para ler, pensar e até ao final do dia para discussões filosóficas.
A mente trabalhando direto nos fez determinar uma rotina. Todo começo de noite víamos uma serie de TV ou um filme. Terças e sextas entrávamos na internet para ver e-mails e previsão do tempo. Domingo tínhamos direito a ver um filme à tarde. Quinta não poderíamos pescar e assim por diante, tudo divertidamente escolhido de forma aleatória.
Para nos confortarmos, como sempre, criamos metas fragmentadas e comemoramos ao alcança-las, uma delas foi a metade da viagem, 1500 milhas que caiu numa sexta-feira com direito a Happy hour. Daí por diante entramos na contagem regressiva, e quando nos demos conta já estávamos comemorando novamente: baixamos de 1000 milhas.
Nossa média estava ótima, acima de 160 milhas por dia. Já estávamos felizes com a perspectiva de completarmos a viagem em 19 dias. Porém levamos mais uma lição de humildade, afinal quem manda é a natureza. O vento enfraqueceu muito e nossa media caiu para 100 milhas/dia o que nos levou a avistar terra só depois do vigésimo primeiro dia.
Depois de tanto tempo no mar, não tem sensação melhor do que ver terra, ainda mais as belas ilhas das Marquesas. Hiva Oa, a ilha a qual chegamos, tem seu pico a mais de 1200 metros a cima do nível do mar, os que nos possibilitou avista-la de muito longe.
Quando acordamos estávamos ao pé da paisagem mais linda já vista em nossas vidas. Mata fechada competindo com paredões de rochedos altíssimos, numa dança sensual.
Primeira coisa que fizemos foi a imigração, que foi muito mais tranqüila do que imaginávamos. Mostramos a documentação do barco, passaportes, uma reserva de passagem de avião de volta ao Brasil (obrigatória) e foi isso. Pagamos 65 Francos Polinésios (menos de 1 dolar) por um selo para mandar a papelada para nosso porto de saída, Papeete.
Com shows de danças locais, caminhadas colhendo as mais saborosas frutas, passeios as antigas moradias e templos, passamos nossa semana do jeito que mais gostamos de viver.
Para entrar no clima polinésio fizemos tatoo com um nativo que prometeu nos levar no treino das canoas polinésias. Terá uma competição entre as ilhas no final do mês em Nuku Hiva e esperamos estar lá para conferir.







